A Descoberta do Veículo Suspeito e a Ligação com o Crime
Detalhes da Apreensão e Condição do Automóvel
A apreensão do veículo Hyundai I30, de cor preta, ocorreu na sexta-feira (2) em uma área de terra batida no bairro Recreio Internacional, situado na zona Leste de Ribeirão Preto. A descoberta foi feita por um grupo de ciclistas que transitava pela região e percebeu a presença incomum do carro abandonado. Imediatamente, as autoridades foram acionadas, e a Polícia Militar, com o apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), deslocou-se ao local para atender a ocorrência.
Ao chegar, as equipes policiais constataram que o automóvel apresentava uma série de características que levantaram fortes suspeitas sobre seu envolvimento no atropelamento em Bonfim Paulista. Notavelmente, o para-choque direito do veículo exibia danos consideráveis, compatíveis com o tipo de impacto descrito no acidente. Além disso, o carro estava desprovido das placas de identificação, uma clara tentativa de dificultar seu rastreamento, e sem as quatro rodas, o que sugere uma tentativa de desmanche ou ocultação mais aprofundada após o incidente. Essas condições reforçam a hipótese de que o veículo foi abandonado às pressas, possivelmente pelo condutor que fugiu do local do atropelamento.
Após a análise inicial e a coleta de evidências preliminares no local da apreensão, o Hyundai I30 foi removido e encaminhado a um pátio credenciado. Lá, o veículo passará por uma perícia detalhada, que buscará por vestígios, como amostras de tinta, fragmentos de tecido ou DNA, que possam estabelecer uma conexão irrefutável com o local do atropelamento e com as vítimas. A integridade dos danos será minuciosamente examinada para determinar a dinâmica do impacto. Até o momento desta publicação, o motorista responsável pelo atropelamento e subsequente fuga ainda não foi identificado pelas autoridades.
O Atropelamento Hediondo e o Drama das Vítimas
A Dinâmica do Acidente e o Estado de Saúde da Mãe e do Filho
O atropelamento que chocou a comunidade de Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, ocorreu no primeiro dia do ano de 2026, quinta-feira (1º). O incidente foi capturado por câmeras de segurança instaladas na Rua Professor Felisberto Almada, uma via que conecta Bonfim Paulista a Ribeirão Preto, evidenciando a brutalidade e a covardia do ato. As imagens revelam o momento exato em que um veículo, agora suspeito de ser o Hyundai I30 apreendido, saiu da pista e atingiu, pelas costas, Eliene de Santana Maia, de 33 anos, e seu filho, Guilherme da Silva Maia, de apenas 6 anos. Mãe e filho caminhavam tranquilamente pelo acostamento da via, sem qualquer chance de reação ao impacto.
Testemunhas oculares que se encontravam em um posto de combustíveis próximo ao local do acidente relataram às autoridades que tentaram alertar o motorista após o atropelamento. No entanto, o condutor ignorou os apelos e, em uma atitude de total desrespeito à vida humana, acelerou e fugiu em direção a Ribeirão Preto, sem prestar qualquer tipo de socorro às vítimas. A cena, descrita como chocante, mobilizou rapidamente equipes de resgate.
As vítimas foram prontamente socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da concessionária Via Paulista. Devido à gravidade dos ferimentos, Eliene e Guilherme foram encaminhados à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) de Ribeirão Preto, onde permanecem internados em estado delicado. O boletim de ocorrência detalha a extensão das lesões: Eliene sofreu múltiplas fraturas nas pernas e aguarda a realização de cirurgia. O pequeno Guilherme, por sua vez, está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) Pediátrico, lutando pela recuperação. A situação de ambos gera grande apreensão e mobiliza a solidariedade da população.
Tópico 3 conclusivo contextual
A investigação policial em torno do atropelamento de Eliene e Guilherme de Santana Maia, com a recente apreensão do veículo suspeito, entra em uma fase crucial para a elucidação completa do caso e a identificação do responsável. O incidente foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, agravado pela fuga do local do acidente – um crime que demonstra total desprezo pela vida e pelas consequências de atos de imprudência no trânsito. A perícia técnica realizada tanto no local do atropelamento quanto no veículo apreendido é fundamental para coletar provas materiais que possam robustecer as evidências contra o futuro suspeito.
A localização do Hyundai I30, mesmo em estado de abandono e com características adulteradas, representa um avanço significativo para as forças de segurança. A análise forense do carro poderá revelar dados importantes sobre a dinâmica do impacto, a velocidade aproximada e, potencialmente, vestígios que levem à identificação do condutor. A atitude de fugir do local de um acidente, sem prestar socorro às vítimas, além de ser uma conduta criminosa, é moralmente condenável e intensifica a necessidade de uma resposta rápida e efetiva da justiça. A sociedade espera que o indivíduo responsável por este grave atropelamento seja prontamente identificado e responsabilizado legalmente pelos seus atos.
O impacto de um atropelamento com fuga transcende o sofrimento físico das vítimas, estendendo-se à angústia de suas famílias e à sensação de impunidade que pode gerar na comunidade. A Polícia Militar, ciente da gravidade do caso e do clamor por justiça, mantém o apelo à população: qualquer informação que possa auxiliar na identificação e localização do motorista pode ser repassada de forma anônima pelos telefones 190 (Polícia Militar) ou 181 (Disque Denúncia). A colaboração da comunidade é frequentemente decisiva em casos de difícil elucidação, reforçando o papel da cidadania ativa na construção de um ambiente mais seguro e justo para todos.
Fonte: https://g1.globo.com

