O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, reiterou sua posição a favor da integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro, mas fez questão de enfatizar a importância da implementação de um comprovante impresso para cada voto. A declaração, proferida em São Paulo, não se limitou à segurança eleitoral, abrangendo também propostas para a reforma do Estado, segurança pública e sua estratégia para a campanha eleitoral.
Defesa do Voto Impresso em Meio a Controvérsias
A manifestação de Zema sobre o sistema eleitoral ocorreu em resposta a questionamentos acerca de recentes declarações polêmicas. O pré-candidato se posicionou após Flávio Bolsonaro, em reunião com embaixadores, ter levantado a falsa alegação de que as urnas eletrônicas brasileiras seriam fabricadas pela mesma empresa que produz equipamentos para a Venezuela, informação prontamente desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Zema, no entanto, mantém a defesa da cédula física como um complemento que traria maior transparência e auditabilidade ao processo eleitoral.
Essas declarações foram feitas durante sua participação no evento Brasil de Ideias Mulher, uma iniciativa promovida pelo Grupo Voto e pelo Clube Lu, que reuniu diversas personalidades políticas e empresariais na capital paulista, incluindo a candidata a deputada estadual Mônica Cury (Novo-SP) e o presidente do Grupo Voto, Karim Miskulin.
Propostas para um Estado Mais Eficiente e Reduzido
Durante o mesmo evento, Zema delineou suas principais propostas para a gestão governamental, reiterando sua visão de um Estado mais enxuto e eficiente. Ele afirmou que, se eleito, seu governo buscaria reduzir o número de ministérios de 29 para 21, criticando o que chamou de 'gastança' da atual administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No âmbito da Previdência Social, o pré-candidato defendeu que o aumento da expectativa de vida da população brasileira justifica uma permanência mais longa dos indivíduos no mercado de trabalho antes da aposentadoria, como parte de uma necessária reforma do sistema.
Segurança Pública e a Busca por Visibilidade Nacional
Ao abordar a questão da segurança pública, Romeu Zema expressou profunda preocupação com o avanço da criminalidade no país. Ele utilizou uma analogia impactante, comparando o cenário brasileiro à queda diária de um avião, para ilustrar o alarmante número de mortes violentas registradas nacionalmente.
Em um reconhecimento estratégico sobre sua própria campanha, o ex-governador admitiu que ainda não possui um amplo conhecimento nacional e que tem dedicado tempo a percorrer diversas regiões do Brasil. Seu objetivo é ampliar sua visibilidade, ciente de que a maioria dos eleitores costuma definir seu voto apenas nas proximidades do dia da eleição.
A Escolha do Vice: Diálogos Abertos, Exceções e o Nome de Michelle Bolsonaro
Zema adiantou que o anúncio de seu candidato a vice-presidente deve ocorrer em breve, embora fontes indiquem que isso não deve acontecer na convenção nacional do Novo, agendada para 27 de julho, em Brasília. Ele pondera a formação de uma chapa 'puro-sangue', mas mantém um canal de diálogo aberto com lideranças de diferentes partidos, excluindo, contudo, as siglas de esquerda.
Questionado sobre uma eventual composição com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Zema confirmou que o nome pode ser considerado. Contudo, ele esclareceu que a repercussão de seu interesse surgiu após uma resposta a um jornalista, e que não tem planos de procurá-la para iniciar conversas sobre uma possível aliança neste momento.
Conclusão
As declarações de Romeu Zema delineiam um pré-candidato com posições firmes em temas cruciais para o país, desde a reforma do Estado e a segurança eleitoral até a gestão da segurança pública. Sua estratégia de campanha, focada em ganhar projeção nacional e a cautela na escolha de seu vice, indicam uma abordagem pragmática em sua jornada rumo à disputa presidencial.
Fonte: https://jovempan.com.br

