Em um cenário de escalada militar no Oriente Médio, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (28) possuir uma 'ótima ideia' sobre a identidade do próximo líder do Irã. A afirmação, feita durante entrevista por telefone à ABC News, surgiu no contexto de uma operação militar conjunta entre Estados Unidos e Israel, que, segundo o republicano, resultou na morte de diversos líderes iranianos e 'causou muitos danos'. A duração da investida, conforme Trump, seria determinada pela vontade dos envolvidos, estendendo-se 'pelo tempo que eles quiserem'.

Operação Conjunta EUA-Israel Abalou Teerã e Região

A madrugada de sábado foi marcada por intensos ataques que mobilizaram as forças dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Fumaça densa foi avistada sobre Teerã, a capital iraniana, especificamente na área do distrito de Pasteur, onde reside o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei. Tel-Aviv classificou as ações como 'preventivas', enquanto Donald Trump, por meio de sua plataforma Truth Social, anunciou oficialmente as operações de combate, justificando-as como necessárias para 'eliminar ameaças iminentes'. O objetivo declarado por Washington e Jerusalém era atingir locais militares iranianos, com alertas emitidos para que civis se afastassem de infraestruturas bélicas em todo o país.

Os desdobramentos da ofensiva se estenderam para além das fronteiras iranianas. No sul do Iraque, uma base militar que abrigava um grupo pró-Irã foi alvo de bombardeio, resultando na morte de ao menos duas pessoas, segundo informações de autoridades locais. Adicionalmente, jornalistas da AFP em Erbil, também no Iraque, relataram ter ouvido explosões nas proximidades do consulado dos Estados Unidos, ampliando o espectro geográfico do conflito inicial.

Controvérsia em Torno do Status do Líder Supremo Iraniano

Paralelamente à ofensiva militar, uma informação crucial e imediatamente contestada emergiu: a agência de notícias Reuters, citando um oficial israelense, noticiou a morte do líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, durante os ataques. Contudo, essa afirmação foi veementemente negada pelo governo iraniano. Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia garantido à NBC News que Khamenei e todos os altos funcionários do governo estavam vivos e em seus postos. “Portanto, todos estão agora em seus postos, estamos lidando com a situação e tudo está bem”, assegurou o chanceler, tentando dissipar rumores e acalmar a população em meio à crise.

A Resposta Iraniana e a Onda de Ataques Regionais

A retaliação iraniana não tardou a se manifestar. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou o lançamento de uma primeira onda de ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel, referindo-se aos 'territórios ocupados'. Simultaneamente, o IRGC afirmou ter mirado a Quinta Frota dos Estados Unidos, sediada no Bahrein, indicando uma estratégia de resposta abrangente. Em Israel, o serviço de emergência Magen David Adom relatou o tratamento de um homem com ferimentos causados por explosão na região norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por sua vez, declarou que responderia 'decisivamente' aos ataques sofridos, embora tenha insistido que Teerã fez 'todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse'.

O Golfo em Estado de Alerta: Impactos em Diversas Nações

A gravidade da situação se espalhou por toda a região do Golfo. Correspondentes da AFP registraram fortes explosões nas capitais da Arábia Saudita (Riade), Bahrein (Manama) e Catar (Doha). Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter interceptado mísseis iranianos e afirmaram o direito de responder aos ataques. Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido estrondos significativos na capital emiradense, local que abriga uma base com pessoal militar dos EUA. O Ministério da Defesa do Catar também confirmou a interceptação de múltiplos mísseis, e o Kuwait informou ter enfrentado ataques recebidos, demonstrando a abrangência e a intensidade da escalada regional, que manteve diversas nações em estado de máxima alerta.

Conclusão: Um Horizonte de Incertezas e Consequências

A retórica assertiva de Donald Trump sobre a futura liderança iraniana, em meio à negação do Irã sobre a morte de seu líder supremo e à execução de operações militares conjuntas e retaliatórias, estabelece um panorama de extrema volatilidade no Oriente Médio. A complexidade da situação, com ataques a infraestruturas críticas e a mobilização de forças em diversas frentes, sugere que as consequências dessa escalada militar serão profundas e duradouras. A incerteza sobre a verdadeira extensão dos danos, a validade das informações conflitantes e a duração da confrontação, conforme sinalizado por Trump, mantêm a região sob um alerta máximo, com a comunidade internacional atenta aos próximos capítulos dessa crise.

Fonte: https://jovempan.com.br

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