A cidade de Viradouro, no interior de São Paulo, foi palco de uma profunda comoção nesta semana, após um grave acidente rodoviário resultar na morte de quatro homens, incluindo três irmãos. O sinistro, que envolveu um caminhão e um carro de passeio, ocorreu na última terça-feira, 16 de abril, nas proximidades de Monte Azul Paulista. A tragédia abalou as famílias e toda a comunidade local, levando a prefeitura a decretar luto oficial de três dias. Os velórios das vítimas, marcados por dor e solidariedade, aconteceram em Terra Roxa e Viradouro, com os irmãos sendo velados juntos, simbolizando a união que os caracterizava em vida e que permaneceu na despedida final. O caso está sob investigação para determinar as circunstâncias exatas que levaram a este desfecho fatal.
O Impacto da Colisão e as Vidas Ceifadas
Detalhes do Sinistro na Rodovia
O fatídico acidente aconteceu na manhã de terça-feira, na altura do quilômetro 421 da Rodovia Armando de Salles Oliveira (SP-322), uma via de grande movimento no interior paulista. De acordo com os registros da ocorrência, o motorista de um caminhão, que seguia no sentido Severínia a Monte Azul Paulista, relatou ter perdido o controle da direção do veículo. Em um instante trágico, o pesado automotor rodou na pista, invadiu a contramão e colidiu violentamente com um carro de passeio, onde estavam as quatro vítimas. O impacto foi tão severo que o caminhão tombou sobre o automóvel, esmagando-o e causando a morte imediata dos ocupantes. Os corpos foram posteriormente encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Barretos para os procedimentos necessários.
As vítimas, que se deslocavam para o trabalho no momento do acidente, não tiveram chance de sobrevivência diante da magnitude da colisão. O carro ficou completamente destruído, evidenciando a força do impacto. Os dois ocupantes do caminhão, que tinha como origem São José do Rio Preto e destino Bebedouro, não sofreram ferimentos físicos. Contudo, o motorista do veículo de carga foi reportado em estado de choque, uma resposta natural a um evento tão traumático. A Polícia Militar Rodoviária esteve no local para atender à ocorrência e iniciou os primeiros levantamentos sobre as causas do desastre, que causou a interdição da via e gerou transtornos no tráfego.
Identificação das Vítimas e o Vazio Deixado
Entre os mortos, encontravam-se os irmãos Rafael Marques de Souza, de 34 anos; Rian Marques de Souza, de 24 anos; e Maximiliano Marques de Souza, de 29 anos. A união familiar, tão presente em suas vidas, se refletiu no arranjo do velório conjunto, realizado no Velório Municipal de Terra Roxa, a partir da meia-noite da quarta-feira. O sepultamento dos irmãos estava programado para as 9h do mesmo dia, no cemitério da mesma cidade. A notícia da morte dos três irmãos causou um choque profundo, especialmente em Viradouro, município onde residiam e eram amplamente conhecidos e queridos.
Além dos irmãos Souza, a tragédia vitimou Roberto Lima da Silva, de 73 anos, colega de trabalho dos três. O velório de Roberto ocorreu separadamente, no Velório Municipal de Viradouro, também com início na madrugada de quarta-feira. Seu sepultamento foi marcado para as 9h no Cemitério Municipal de Viradouro. A perda de quatro homens, todos a caminho de suas atividades laborais, deixou um imenso vazio em suas respectivas famílias e nas comunidades de Viradouro e Terra Roxa, onde eram figuras ativas e benquistos, sublinhando a brutalidade e a inesperada natureza da fatalidade rodoviária.
A Onda de Solidariedade e a Despedida Dolorosa
Rituais de Despedida e Luto Coletivo
A madrugada e a manhã de quarta-feira foram marcadas por rituais de despedida carregados de dor e comoção. O Velório Municipal de Terra Roxa recebeu uma multidão de amigos, familiares e moradores da região que foram prestar suas últimas homenagens aos irmãos Rafael, Rian e Maximiliano Marques de Souza. A decisão de velar os três juntos ressaltou a inseparabilidade dos laços familiares, oferecendo um espaço para o luto compartilhado e a força mútua entre os enlutados. As coroas de flores e os abraços apertados demonstraram o carinho e o respeito que os irmãos haviam conquistado ao longo de suas vidas, deixando um legado de afeto e boas memórias.
Simultaneamente, o Velório Municipal de Viradouro também se encheu de pessoas para se despedir de Roberto Lima da Silva. A cerimônia, embora separada, foi igualmente emotiva, com a presença de muitos que compartilhavam do convívio diário com Roberto, tanto no trabalho quanto na vida social. As palavras de conforto e as lembranças dos momentos vividos com as vítimas foram um bálsamo em meio à tristeza. Os sepultamentos, ocorridos na manhã, foram momentos de profunda dor, onde a realidade da perda se solidificou, deixando a comunidade em estado de reflexão sobre a fragilidade da vida e a imprevisibilidade dos acontecimentos.
O Luto Oficial e o Apoio da Comunidade
A dimensão da tragédia e o impacto sobre a população de Viradouro, uma cidade de aproximadamente 17 mil habitantes, levaram a prefeitura municipal a decretar luto oficial de três dias. A medida, que reflete o profundo pesar da administração pública, é um reconhecimento da perda irreparável e um gesto de solidariedade às famílias das vítimas. A cidade parou para lamentar e oferecer apoio. Dezenas de pessoas se dirigiram à residência da mãe dos irmãos Souza, prestando condolências e oferecendo um ombro amigo em um momento de desespero e desolação. A comunidade se uniu em um forte abraço, demonstrando que, mesmo diante da adversidade, o espírito de ajuda mútua e empatia prevalece.
A comoção se fez sentir em cada esquina, em cada conversa. Raíssa Eduarda Guerreiro, amiga dos irmãos, expressou o sentimento geral: “Eles eram demais. Eles faziam de tudo para nós, para quem quisesse. São muito queridos. Estão todos abalados. É triste, não é fácil. Foi um susto. Eu estava dormindo e meu irmão chegou contando, eu levantei no desespero”. As palavras de Raíssa ecoam a dor de muitos que perderam amigos e vizinhos queridos, ressaltando o vazio que a partida repentina dos quatro homens deixou no tecido social da pequena cidade, que agora tenta se reerguer diante de tamanha tristeza.
Perícia, Responsabilidades e o Futuro Conclusivo Contextual
A apuração das causas exatas do acidente é agora o foco principal das autoridades. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, o que significa que a investigação buscará determinar se houve imprudência, negligência ou imperícia por parte do motorista do caminhão. No local do acidente, a Polícia Militar Rodoviária submeteu o condutor do caminhão ao teste do bafômetro, cujo resultado foi negativo para o consumo de álcool, descartando a embriaguez como um fator contribuinte imediato para a colisão. Contudo, outros aspectos, como velocidade, condições da pista, falha mecânica ou uma possível distração, serão minuciosamente examinados pela perícia técnica.
A Transportadora Pedretti & Pedretti, sediada em São José do Rio Preto e responsável pelo caminhão e seus ocupantes, manifestou, por meio de nota oficial, seu profundo pesar pelo acidente. A empresa expressou solidariedade às famílias das vítimas e garantiu que está cooperando integralmente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos. A transportadora também informou que o motorista permanece em estado de choque e está recebendo acompanhamento. Enfatizou, ainda, que as causas do acidente estão sendo apuradas pelos órgãos responsáveis e que qualquer informação conclusiva dependerá do laudo oficial da perícia. Este é um processo fundamental para as famílias buscarem justiça e para a sociedade compreender os fatores que culminaram nesta tragédia, esperando-se que as conclusões ajudem a evitar futuros acidentes similares.
Fonte: https://g1.globo.com

