O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom mais cauteloso nesta terça-feira, 27, ao comentar o falecimento do enfermeiro Alex Pretti em Minneapolis. Ele afirmou que Pretti 'não estava agindo como um assassino' em contraste com relatos iniciais de autoridades federais. Simultaneamente, Trump refutou veementemente a possibilidade de demitir a secretária de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, mantendo-a em sua posição em meio a intensas críticas à atuação de agentes federais de imigração (ICE) na cidade.

A Nova Perspectiva sobre a Morte de Alex Pretti

Ao abordar o trágico incidente, no qual Alex Pretti foi morto a tiros por um agente federal durante protestos relacionados a operações migratórias, Trump indicou que aguardará os resultados de uma 'investigação honesta e honorável' antes de formular um julgamento definitivo. Essa postura representa um afastamento das declarações iniciais do governo, que sugeriam uma culpabilidade mais direta da vítima. O ex-presidente ressaltou, contudo, que é inaceitável que 'ninguém entre armado em um protesto', descrevendo o ocorrido como 'um incidente muito infeliz'.

Trump confirmou que uma ampla apuração está em andamento e assegurou que acompanhará pessoalmente todos os desdobramentos. A promessa de supervisão presidencial visa garantir transparência e imparcialidade, num momento em que a atuação das forças federais tem sido alvo de escrutínio público e político.

O Cenário Tensão em Minneapolis e a Operação Metro Surge

As declarações de Trump chegam em um período de alta voltagem em Minneapolis. Agentes federais começaram a se retirar da cidade após um acordo com as autoridades locais, encerrando uma fase de confrontos e protestos. Essa retirada ocorre em meio à crescente pressão política sobre a controversa 'Operação Metro Surge', conduzida pelo DHS, que intensificou as ações de imigração na região e gerou significativa oposição.

A saída dos agentes federais representa um alívio temporário para a cidade, mas a investigação sobre a morte de Pretti e o debate sobre a conduta do ICE permanecem no centro das discussões nacionais, marcando um ponto de inflexão na política de imigração e segurança interna do país.

Kristi Noem Mantida no Cargo Apesar das Críticas

Apesar das críticas direcionadas ao Departamento de Segurança Interna e à própria secretária Kristi Noem pela gestão da crise em Minneapolis, o ex-presidente Trump foi taxativo ao descartar sua demissão. Antes de embarcar no helicóptero Marine One, na saída da Casa Branca, ele declarou: 'Não vou demiti-la'. Essa decisão sublinha a confiança de Trump em sua equipe, mesmo diante de demandas por responsabilização e mudanças na liderança da pasta.

A permanência de Noem indica uma postura de firmeza por parte da administração, que opta por apoiar seus líderes em vez de ceder à pressão política por substituições em momentos de crise.

Outros Pontos da Agenda Presidencial: Ucrânia e Economia

Além das questões domésticas, Trump tocou brevemente em outros temas. Ele expressou otimismo sobre as relações entre Rússia e Ucrânia, afirmando que 'há muitas coisas boas ainda para acontecer', sem, no entanto, fornecer detalhes adicionais sobre o que poderia catalisar essa melhora diplomática.

Em seguida, o ex-presidente seguiu viagem para o Estado de Iowa, onde tinha programado um discurso focado na redução do custo de vida (<i>affordability</i>). Este tema é uma peça central na estratégia da Casa Branca, visando as eleições de meio de mandato, e busca ressoar diretamente com as preocupações econômicas dos eleitores americanos.

Fonte: https://jovempan.com.br

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