As regiões do Vale do Paraíba e Bragantina, no interior de São Paulo, estão no epicentro de uma onda de calor histórica, que tem impulsionado os termômetros a níveis sem precedentes para o ano de 2025. Pelo segundo dia consecutivo, diversas cidades registraram temperaturas máximas que não apenas superaram as marcas anteriores, mas também estabeleceram novos patamares para o período. Este cenário de calor intenso e persistente tem gerado preocupação entre moradores e autoridades, que monitoram de perto os impactos na saúde pública e no meio ambiente. A situação sublinha a necessidade de medidas preventivas e adaptativas frente a fenômenos climáticos extremos, que se tornam cada vez mais frequentes, transformando a rotina e exigindo maior atenção de todos.
A Escalada dos Termômetros e Novos Recordes Regionais
A última sexta-feira, 26 de janeiro, marcou um dia de calor extremo para diversas localidades, consolidando uma sequência de recordes que reforçam a intensidade da onda de calor que assola o estado de São Paulo. Os dados meteorológicos indicam que Taubaté, uma das principais cidades do Vale do Paraíba, atingiu a impressionante marca de 36,9°C. Este valor não apenas superou o recorde do ano, que era de 36,6°C registrado na quinta-feira anterior, 25 de janeiro, mas também representou a temperatura mais alta na cidade nos últimos dois anos. A última vez que Taubaté experimentou um calor tão intenso foi em 17 de novembro de 2023, quando os termômetros alcançaram 37,9°C. Essa sucessão de picos térmicos demonstra a persistência e a força atípica deste fenômeno.
Recordes Sucesivos e a Persistência do Fenômeno
Além de Taubaté, outras cidades importantes das regiões também sentiram o impacto da elevação contínua das temperaturas, com Bragança Paulista e São Luiz do Paraitinga também registrando novos recordes. Em Bragança Paulista, o pico de calor foi de 34,9°C na sexta-feira, um avanço em relação aos 34,8°C contabilizados na quinta-feira. Da mesma forma, São Luiz do Paraitinga viu seus termômetros alcançarem 35,4°C, ultrapassando os 35°C registrados no dia anterior. A repetição desses recordes diários sublinha a excepcionalidade da onda de calor, que não apenas atinge a região com altas temperaturas, mas as mantém em patamares crescentes, configurando um cenário de alerta para a resiliência climática local. A análise desses dados sugere uma forte anomalia térmica que demanda atenção contínua e estratégias de mitigação e adaptação.
Diferentes Realidades e o Alerta Vermelho de Grande Perigo
Embora a maioria das cidades com estações meteorológicas tenha registrado recordes ou temperaturas extremamente elevadas, algumas apresentaram comportamentos distintos. Campos do Jordão, conhecida por seu clima mais ameno devido à altitude, registrou máxima de 28,6°C na sexta-feira. Este número, embora alto para a cidade, igualou o recorde anterior do ano, estabelecido em 19 de janeiro, mas não o superou. Já em Cachoeira Paulista, a máxima foi de 36,3°C, um valor elevado, mas que ficou ligeiramente abaixo do recorde do ano para o município, que permanece em 36,7°C, registrado na quinta-feira. Essas variações demonstram a microclimatologia das diferentes localidades, mas todas sob a influência de uma massa de ar quente abrangente.
As Implicações do Alerta e a Necessidade de Precaução
Diante do quadro de calor extremo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta renovado, na cor vermelha, indicando “grande perigo” para todas as cidades do Vale do Paraíba, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e região Bragantina. O alerta, válido até as 18h da próxima segunda-feira, 29 de janeiro, aponta para temperaturas 5°C acima da média por um período superior a cinco dias. Esta é uma intensificação em relação aos alertas anteriores, que consideravam temperaturas elevadas por mais de três dias. A classificação de “grande perigo” implica riscos sérios à saúde, especialmente para grupos vulneráveis como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, além de aumentar o risco de incêndios florestais e exigir atenção redobrada com o consumo de água e energia. As autoridades recomendam hidratação constante, evitar exposição prolongada ao sol nos horários de pico e buscar ambientes frescos.
Onda de Calor Persistente: Um Cenário Conclusivo e Contextual
A onda de calor que assola o Vale do Paraíba e a região Bragantina não é apenas uma sequência de números recordes nos termômetros, mas um fenômeno climático com profundas implicações para a vida cotidiana e o futuro da região. A persistência de temperaturas tão elevadas, com sucessivos recordes diários e alertas de “grande perigo”, aponta para uma anomalia climática significativa que exige atenção contínua e estratégias de longo prazo. Além dos riscos imediatos à saúde, o calor extremo impacta diretamente a agricultura, o consumo de recursos hídricos e a infraestrutura urbana. A necessidade de adaptação a esses cenários se torna premente, incentivando a população a adotar hábitos mais sustentáveis e as autoridades a desenvolverem políticas públicas de resiliência climática. Este período serve como um lembrete vívido da crescente frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos, moldando um novo panorama para o planejamento urbano e a gestão ambiental na região.
Fonte: https://g1.globo.com

