Nasry Asfura, candidato de direita, lidera a contagem de votos na eleição presidencial em Honduras. A disputa ocorre em um contexto de atenção internacional, após declarações de um ex-presidente dos Estados Unidos sobre a possibilidade de cortes na ajuda ao país.
Asfura, de 67 anos, ex-prefeito de Tegucigalpa, obteve 40,5% dos votos, superando por uma pequena margem Salvador Nasralla, outro candidato de direita. A diferença entre os dois candidatos é de 1,5 ponto percentual, segundo os resultados parciais divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) após a votação de domingo.
Rixi Moncada, advogada de esquerda e candidata do partido governante Livre, aparece com uma diferença de mais de 20 pontos percentuais. A candidata já expressou que só reconhecerá o resultado após a apuração total dos votos, o que pode levar vários dias.
O processo eleitoral, que definirá o sucessor do presidente Xiomara Castro em um único turno, também elege deputados e prefeitos para mandatos de quatro anos. Quase 6,5 milhões de hondurenhos estavam aptos a votar. A taxa de participação não foi divulgada pelo CNE.
Nasralla, um apresentador de televisão de 72 anos, afirmou acreditar em uma reviravolta no resultado. Analistas políticos também expressaram cautela, ressaltando a dificuldade de determinar um vencedor com os dados parciais disponíveis.
A eleição ocorre em um país com um histórico de instabilidade política. Em um aceno aos Estados Unidos, tanto Asfura quanto Nasralla sinalizaram a intenção de fortalecer laços com Taiwan, após o restabelecimento das relações com a China pelo atual governo em 2023.
A campanha eleitoral foi marcada por denúncias de fraude, mas o dia da votação transcorreu de forma pacífica, segundo observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA). O governo dos Estados Unidos declarou estar monitorando de perto a situação.
As principais preocupações dos hondurenhos, como pobreza, violência, corrupção e narcotráfico, foram pouco abordadas durante a campanha. Honduras enfrenta desafios significativos, com uma grande parcela da população vivendo na pobreza e uma economia dependente das remessas de migrantes. A informalidade no mercado de trabalho é alta, representando um desafio crucial para o próximo governo.
Fonte: jovempan.com.br

