A Justiça federal de Nova York emitiu nesta sexta-feira (30) uma decisão crucial que reconfigura os rumos do processo contra Luigi Mangione, acusado do assassinato de Brian Thompson, ex-CEO da UnitedHealthcare. A juíza distrital federal Margaret Garnett determinou que Mangione não poderá ser condenado à pena de morte, contrariando a solicitação dos promotores federais. O crime, ocorrido em dezembro, que vitimou o executivo a tiros em frente a um hotel em Manhattan, chocou os Estados Unidos e gerou intensa repercussão.

Rejeição da Pena Capital

A decisão da juíza Garnett representa um alívio significativo para a defesa de Mangione, eliminando a possibilidade da sanção máxima no sistema penal americano. Os promotores federais haviam manifestado a intenção de buscar a execução do réu, dada a gravidade e o alto perfil do caso, que envolveu o assassinato de uma figura proeminente do setor de saúde. A deliberação judicial encerra essa etapa do processo, focando agora nas demais facetas da acusação e defesa em um julgamento sem o espectro da pena capital.

Provas Cruciais Aceitas no Julgamento

Em um segundo despacho igualmente importante, a juíza Garnett decidiu que as evidências encontradas na mochila de Luigi Mangione no momento de sua prisão serão admitidas e utilizadas no julgamento. Entre os objetos apreendidos pela polícia e agora considerados válidos pelo tribunal, destacam-se uma pistola, um carregador municiado e um caderno de anotações de cor vermelha. As autoridades encarregadas do caso consideram esses itens elementos fundamentais para estabelecer a ligação do suspeito com a cena do crime e fortalecer a acusação.

O Embate Legal sobre a Busca e Apreensão

A defesa de Mangione havia contestado a validade da apreensão desses objetos, argumentando que a busca na mochila teria sido realizada de forma ilegal. A tese defensiva era de que a ação policial ocorreu sem a obtenção de um mandado judicial específico e sem a existência de uma ameaça imediata que justificasse a revista sem prévia autorização. No entanto, a juíza federal revisou os argumentos apresentados e rejeitou a moção da defesa, ratificando a legalidade da apreensão e a admissibilidade das provas no processo penal em curso.

Com essas diretrizes judiciais agora estabelecidas, o caso segue em tramitação na justiça federal de Nova York. A expectativa é que o julgamento de Luigi Mangione, que deverá determinar sua culpa ou inocência no assassinato de Brian Thompson, ocorra ainda no presente ano, sob as novas condições definidas pela magistrada.

Fonte: https://jovempan.com.br

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