A movimentação política em Santa Catarina ganhou novos contornos nesta semana com a confirmação da saída da deputada federal Caroline De Toni do Partido Liberal (PL). A decisão, motivada pela intenção de disputar uma vaga ao Senado em 2026 por outra legenda, gerou uma imediata reação do deputado federal Sanderson (PL-RS). Em entrevista, o parlamentar expressou preocupação com a perda de uma figura proeminente, ressaltando que sua candidatura por um partido rival “não seria nada bom” para a sigla. Este desenvolvimento não apenas reconfigura o tabuleiro eleitoral catarinense, mas também expõe tensões internas e o jogo de alianças dentro do espectro conservador.
A Ruptura Política e o Cenário Eleitoral em Santa Catarina
Caroline De Toni formalizou seu desligamento do Partido Liberal, comunicando a decisão diretamente ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. A principal razão para a mudança reside na inviabilidade de sua candidatura ao Senado Federal pelo PL nas eleições de 2026. Fontes próximas indicam que o impasse surgiu devido ao compromisso pré-existente do partido com o senador Esperidião Amin (PP-SC), cuja recondução seria prioridade para a chapa. Na tentativa de reter a deputada, Valdemar Costa Neto chegou a propor que De Toni assumisse a liderança da bancada federal, uma sugestão que, no entanto, não prosperou diante do seu firme propósito de buscar a vaga senatorial.
A Visão de Sanderson e as Projeções para 2026
O deputado federal Sanderson, do PL-RS, expressou seu lamento e preocupação com a decisão de Caroline De Toni, afirmando que sua eventual candidatura ao Senado por outra legenda “não seria nada bom” para o Partido Liberal. Em suas declarações à Jovem Pan, Sanderson fez questão de ressaltar as qualidades políticas da deputada, descrevendo-a como uma “excelente parlamentar” que detém a confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador Jorginho Mello. Apesar da confirmação da saída, o deputado reiterou sua convicção de que, idealmente, a chapa do PL para o Senado em Santa Catarina, nas eleições de 2026, deveria ser composta por Carlos Bolsonaro e pela própria Caroline De Toni, delineando uma preferência estratégica para o futuro político do estado.
Repercussões Internas e o Apoio dos Bolsonaro
A notícia da saída de Caroline De Toni ressaltou uma clara tensão interna no Partido Liberal, evidenciada pela imediata e pública demonstração de apoio de figuras de peso. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por exemplo, utilizou suas redes sociais para postar uma foto ao lado da deputada e do ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhada da mensagem “estaremos com você”. Este gesto é interpretado como um endosso significativo à trajetória política de De Toni, sugerindo que, apesar da desfiliação partidária para fins eleitorais no Senado, ela mantém forte ligação e apoio de importantes líderes da direita, o que pode influenciar futuras alianças e candidaturas em Santa Catarina.
A saída de Caroline De Toni do PL e sua intenção de buscar uma vaga senatorial por outra legenda marca um ponto de inflexão na política catarinense, criando um vácuo e, simultaneamente, abrindo novas possibilidades para 2026. A reação de líderes como Sanderson e o apoio explícito da família Bolsonaro indicam a complexidade das articulações em curso. O movimento da deputada não só desafia as estruturas partidárias tradicionais, mas também pavimenta o caminho para um cenário eleitoral dinâmico, onde as lealdades pessoais e as estratégias políticas se entrelaçam de forma decisiva na disputa pelo Senado.
Fonte: https://jovempan.com.br

