O mundo do futebol está de luto pela partida de Franco Baresi, uma verdadeira lenda que marcou época como um dos maiores zagueiros da história. O emblemático capitão do Milan e da seleção italiana, cuja carreira se estendeu pelas décadas de 1980 e 1990, faleceu aos 66 anos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo clube milanês, que expressou profunda tristeza pela perda de um de seus mais queridos e respeitados ídolos.
A Ascensão e Glória de um Rossonero Lendário
Nascido na Lombardia em maio de 1960, Franco Baresi ingressou nas categorias de base do Milan em 1974. Sua dedicação e talento o levaram rapidamente ao time principal, onde estreou em 1978, com apenas 17 anos. Aos 18, já era titular incontestável e, aos 22, assumia a braçadeira de capitão. Sua liderança inata, combinada com uma técnica apurada, notável capacidade de antecipação e excelência na marcação, compensava um porte físico que muitos consideravam franzino, transformando-o em um bastião defensivo.
Baresi foi a pedra angular de uma das defesas mais formidáveis da história do futebol, ao lado de nomes como Paolo Maldini, Mauro Tassotti e Alessandro Costacurta. Com ele no comando, o Milan viveu uma era de ouro, conquistando seis campeonatos italianos e três títulos da Liga dos Campeões, cimentando seu legado como um dos maiores jogadores que já vestiram a camisa rossonera. Sua icônica camisa de número 6 foi eternizada como um símbolo de sua integridade e dedicação inabalável ao clube.
Reconhecimento Global e a Carreira na Seleção Italiana
A influência de Franco Baresi transcendeu os gramados italianos, sendo amplamente reconhecido como um dos defensores mais completos e inteligentes de todos os tempos. Seu talento individual foi selado em 1989, quando ficou em segundo lugar na votação da Bola de Ouro, atrás de seu companheiro de equipe no Milan, Marco van Basten, um testemunho de seu impacto no cenário mundial. Baresi encerrou sua brilhante carreira em 1997, após 719 partidas pelos rossoneri, um recorde de longevidade no clube superado apenas por Paolo Maldini.
Pela seleção italiana, Baresi disputou 81 partidas. Ele fez parte da equipe campeã da Copa do Mundo de 1982, embora como reserva, e foi peça chave na campanha que levou a Itália à final do Mundial de 1994, nos Estados Unidos, onde infelizmente a Azzurra foi derrotada nos pênaltis pelo Brasil. Sua trajetória internacional também foi marcada por desafios, como a ausência na Copa de 1986 devido a um desentendimento com o treinador, e a frustração das disputas de pênaltis nas semifinais de 1990 e na final de 1994, que impediram um segundo título mundial.
O Legado Imortal e a Despedida
Mesmo após pendurar as chuteiras, Franco Baresi manteve uma forte ligação com o Milan, atuando como vice-presidente honorário do clube desde 2020. Sua presença no ambiente rossonero era um lembrete constante dos valores e da glória que ele ajudou a construir. O clube, em seu comunicado, ressaltou que 'a história completa do Milan está de luto', afirmando que seu exemplo e integridade 'ficarão gravados para sempre no DNA do Clube'.
As causas exatas da morte não foram detalhadas pelo Milan. Contudo, sabe-se que o ex-jogador havia sido submetido a uma cirurgia em agosto passado para a remoção de um nódulo pulmonar. Na ocasião, Baresi havia tranquilizado os fãs, expressando a necessidade de tempo para se recuperar plenamente. Sua partida deixa um vazio imenso no coração dos 'tifosi' e em todo o universo do futebol, que perde um de seus mais nobres e talentosos expoentes.
Franco Baresi não foi apenas um jogador; foi um símbolo de liderança, resiliência e paixão. Sua memória e suas conquistas continuarão a inspirar gerações de atletas e torcedores, garantindo seu lugar eterno no panteão dos gigantes do esporte. Seu legado de dedicação ao Milan e à seleção italiana perdurará como um farol de excelência e amor ao futebol.
Fonte: https://jovempan.com.br

