O Corinthians viveu uma noite de profunda frustração e nervosismo na última quarta-feira (16), na Neo Química Arena. Diante de 47.026 pagantes, que geraram uma renda de R$ 4.729.905,00, a equipe alvinegra foi derrotada por 1 a 0 pelo Estudiantes, da Argentina, e viu seu sonho na Copa Libertadores desfeito. A eliminação veio de forma dramática, com um pênalti desperdiçado por Memphis Depay nos acréscimos do segundo tempo, após um empate por 1 a 1 no jogo de ida, em La Plata, que culminou na saída do time comandado por Fernando Diniz do torneio continental.
Tensão Tática e Falta de Fluidez na Primeira Etapa
Desde o apito inicial, a partida foi marcada por uma tensão palpável e um jogo truncado. O Corinthians tentava impor sua proposta de controle através da troca de passes, mas encontrava um Estudiantes muito bem postado defensivamente, que dificultava qualquer infiltração. As entradas duras de ambos os lados intensificavam a disputa no meio-campo, resultando em poucas alternativas claras para furar o bloqueio argentino. Após a pausa para hidratação, o Estudiantes adiantou sua marcação, conseguindo ocupar mais o campo de ataque, embora sem criar perigo real à meta defendida por Hugo Souza. Do lado corintiano, a primeira finalização de destaque veio de Matheus Bidu, em posição irregular, e foi defendida por Muslera. No final da primeira etapa, houve momentos de maior incômodo, com um chute de fora da área de Carrillo e uma tentativa sem força de Kaio César, enquanto Tobias Burgos assustou em um lance de longa distância.
Pressão Argentina e Dificuldades Corinthianas na Etapa Final
O segundo tempo começou com o Estudiantes controlando a posse de bola e ditando o ritmo do jogo. A equipe argentina explorava frequentemente o lado direito da defesa corintiana, com cruzamentos rasteiros que forçavam os defensores a afastar a bola de qualquer maneira, evidenciando a crescente pressão. Em meio a essa tensão, o Corinthians até conseguiu retomar terreno no ataque, mas as decisões na última faixa do campo eram equivocadas. Referências técnicas como Memphis e Garro cometeram erros incomuns, inviabilizando jogadas promissoras, e Kaio César se enrolava em suas investidas pela direita. Nas raras oportunidades de contra-ataque, o time da casa mostrava lentidão, permitindo que a defesa adversária se reorganizasse e deixando os atacantes em desvantagem numérica, além de um espaço significativo entre os volantes e o setor ofensivo.
O Drama do Gol e a Chance Desperdiçada
À medida que o tempo regulamentar se esgotava, o nervosismo da equipe corintiana tornava-se cada vez mais evidente. A torcida, fiel, continuava seu apoio incondicional mesmo após o gol do Estudiantes, marcado por Guido Carrillo aos 41 minutos do segundo tempo, que parecia selar o destino do Corinthians. Embora os jogadores alvinegros demonstrassem exaustão, uma última faísca de esperança surgiu no minuto final dos acréscimos, quando o árbitro Jesus Valenzuela assinalou um pênalti por toque de mão de Tomás Palacios. A responsabilidade caiu sobre Memphis Depay, considerado o astro do time. Contudo, em um momento de máxima pressão, o atacante chutou a bola por cima do gol, transformando a esperança em desespero e confirmando a eliminação da equipe na Copa Libertadores.
O Desafio Nacional: Luta contra o Rebaixamento
Com a dolorosa eliminação no cenário continental, o Corinthians agora direciona seu foco exclusivamente para o Campeonato Brasileiro. A realidade do clube é de uma luta intensa contra o rebaixamento, um cenário preocupante agravado pelas cinco derrotas consecutivas nas últimas rodadas da competição nacional. O próximo compromisso será crucial para a recuperação da equipe, que enfrentará o Fluminense no domingo, às 16 horas, novamente em Itaquera, buscando urgentemente pontos para escapar da zona perigosa da tabela.
A queda precoce na Libertadores, com o agravante de um pênalti decisivo perdido em casa, representa um duro golpe para o Corinthians e sua torcida. A temporada se encaminha para um desfecho de alta tensão, onde a capacidade de reação no Brasileirão será posta à prova, exigindo foco total e superação para evitar um desfecho ainda mais dramático.
Fonte: https://jovempan.com.br

