A coligação que sustenta a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin protocolou, nesta sexta-feira (7), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a primeira versão de seu programa de governo. O documento, elaborado por sete partidos, delineia as diretrizes para os próximos quatro anos, pautando-se nos princípios de democracia, desenvolvimento, soberania e justiça social, com o objetivo de preparar o país para os desafios e transformações do futuro.
Pilares Fundamentais: Democracia, Desenvolvimento e Reconstrução Nacional
O plano de governo estabelece uma base sólida em valores considerados cruciais para a coligação, com a defesa da democracia, o fomento ao desenvolvimento, a garantia da soberania nacional e a promoção da justiça social como eixos primordiais. A proposta parte da premissa de que, desde janeiro de 2023, o Brasil passou por um processo de "reconstrução", revertendo cenários negativos e estabelecendo as condições para um novo ciclo de progresso.
Entre os resultados destacados pela campanha, estão o crescimento econômico médio próximo de 3% ao ano, a obtenção da menor inflação média de um mandato, a conquista do menor índice histórico de desemprego, a saída do país do Mapa da Fome e o alcance do maior patamar de renda média da população. Essa avaliação positiva serve como alicerce para a visão futura, que, conforme o documento, "não olha para trás com nostalgia, mas para frente com coragem e responsabilidade", buscando solidificar esses avanços e projetar o país para uma nova era de prosperidade.
Eixos Estratégicos: Uma Economia Forte e Inovadora para o Bem-Estar Social
O programa articula 13 eixos estratégicos, com destaque para a construção de uma economia robusta, capaz de impulsionar investimentos substanciais em áreas vitais como educação, saúde e infraestrutura, e de reduzir as desigualdades sociais. A proposta enfatiza a necessidade de um Estado moderno e soberano, que seja capaz de investir em educação de qualidade, ciência, inovação, infraestrutura, economia digital e sustentabilidade. Isso inclui a qualificação permanente dos trabalhadores para acompanhar as profundas transformações provocadas pela inteligência artificial e pela digitalização da economia, além de novas formas de produção e trabalho. A valorização do trabalho em suas múltiplas formas é um ponto central, com a menção específica à proposta de fim da escala 6×1.
No âmbito social, o plano prioriza a segurança pública, com um modelo mais eficiente e integrado, e a proteção das mulheres. Além disso, busca fortalecer a saúde com equidade, inovação e soberania, e garantir o direito à educação como um vetor de transformação de vidas e do país. A ampliação do acesso à cultura e ao esporte é vista como ferramenta de transformação social, ao passo que o desenvolvimento das cidades e o fortalecimento do direito à cidade são abordados para promover melhor qualidade de vida. A segurança alimentar e a produção agrícola são também pontos focais, complementados pelo bem-estar animal.
Sustentabilidade e Protagonismo Global
O compromisso com a sustentabilidade ambiental e climática é um dos pilares da proposta, que visa ampliar a segurança energética e posicionar o Brasil como líder na transição para uma economia de baixo carbono. Isso reflete uma visão de desenvolvimento que concilia crescimento econômico com responsabilidade ecológica, buscando um futuro mais verde e resiliente para o país.
No cenário internacional, o programa defende a soberania nacional e o protagonismo do Brasil. A intenção é que o país reassuma uma postura ativa e relevante nas discussões globais, contribuindo para a governança mundial e para a promoção de interesses multilaterais, reafirmando sua presença e influência no panorama geopolítico.
Visão de Futuro: Geração de Oportunidades e Inclusão
O programa de governo da coligação Lula-Alckmin se apresenta como uma resposta abrangente aos desafios contemporâneos, sem abdicar dos valores considerados essenciais. Seu objetivo é claro: "gerar emprego, renda e oportunidades, preparando nossa juventude para as profissões do futuro e garantindo que ninguém fique para trás nessa grande transformação". Com uma visão que conecta a reconstrução do presente à projeção de um futuro inovador e justo, o plano busca construir um Brasil mais equitativo, moderno e com papel de destaque no cenário global.
Fonte: https://jovempan.com.br

